Roteirista e Escritora

Postagens com tag "coração"

A chuva marota

Posted by on Jan 31, 2012 in Crônicas | 0 comentários

A chuva marota

Começou com um leve ruído, desses que só fazem a gente virar do lado esquerdo para o direito na cama. Pouco a pouco, o som foi chamando mais a atenção. Foi no estrondo de um trovão que percebi que o chamado era sério. Cocei os olhos para me ajudar a despertar e acendi uma luz não tão intensa: é preciso de tempo para se acostumar à claridade. Sentei-me no canto esquerdo da cama e afastei a cortina transparente com as mãos para enxergar o que se passava lá fora. São duas cortinas...

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O coração elástico

Posted by on Jan 31, 2012 in Crônicas | 0 comentários

O coração elástico

De todas as características que atribuem ao coração, a que mais me impressiona é a elasticidade: este sentir ou deixar de sentir, que movimenta a alma de tal maneira que provoca uma sensação de elasticidade lá dentro. E, feito uma mola que se instala, aprendemos a viver à espera de alguma nova emoção. Conta-se por aí que, quando a mola estica, os batimentos aceleram de tal forma que o impossível chega a nos acordar com beijos de bom-dia. A mola esticada nos deixa apaixonados,...

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O apontador

Posted by on Jan 31, 2012 in Crônicas | 0 comentários

Ninguém melhor do que nós mesmos para apontar de onde vem uma sensação desconhecida. Um frio na espinha. Uma pontada no estômago. Uma ardência na alma. Um coração acelerado. Vai saber. Seja como for, vamos acumulamos, sem perceber, um leque das mais diversas impressões do mundo e das pessoas que encontramos no dia a dia. Pode reparar: é uma frase atravessada aqui ou um sentimento engolido acolá. E lá vamos nós, colocando para dentro corpos que, de tão estranhos, não permitem uma...

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A avenida da cidade

Posted by on Jan 31, 2012 in Crônicas, Slideshow | 0 comentários

A avenida da cidade

Há noites em que as árvores se curvam para cobrir a rua deixando tudo mais escuro, em estilo hitchcockiano. Nesse tom, caminhávamos em direção ao vento, remoendo certos pensamentos. Há noites em que evitamos olhar para as estrelas, porque a cidade nos obriga a manter os pés fincados no chão. No caminho, passando por uma banca de revistas, uma senhora simpática escolhia seus livros de palavras cruzadas. Era possível perceber seu perfume de café de fim de tarde de cidade pequena. Era...

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